
O debate sobre a reformulação do IPTU em Teresina ganhou tom mais contundente após declarações do vereador Petrus Evelyn (PP), que classificou o sistema atual como uma “farsa” e criticou o modelo de escalonamento previsto no projeto aprovado pela Câmara Municipal.
Segundo o parlamentar, embora o discurso oficial aponte para justiça fiscal, o modelo mantém distorções e transfere parte do peso tributário para a população. Ele afirma que, mesmo com a progressividade, há casos em que o aumento pode chegar a 25%, índice que considera elevado.
Petrus também contesta a tese de que a proposta combate a especulação imobiliária. Para ele, grandes proprietários de terrenos não foram incluídos de forma efetiva no reajuste, o que indicaria, segundo sua avaliação, receio de judicialização por parte do poder público.
“O problema não é arrecadação, é o dinheiro no bolso do cidadão”, afirmou. O vereador defende que o escalonamento deveria ser ainda mais suave, considerando que o IPTU passou cerca de duas décadas sem atualização significativa.
O parlamentar citou ainda um relatório do Tribunal de Contas do Estado, que, segundo ele, aponta limitações na proposta e poderá ser utilizado como base de defesa em caso de eventual questionamento no Conselho de Ética.
Apesar de reconhecer a possibilidade de isolamento político, Petrus Evelyn afirmou que sua atuação está alinhada com os interesses da população. Ele também criticou a condução do debate na Câmara, apontando falta de diálogo mais amplo com a sociedade antes da votação.
A discussão evidencia a tensão entre o discurso de ajuste fiscal e a percepção de impacto direto na renda das famílias, mantendo o tema no centro do debate político na capital.
