
O senador Camilo Santana (PT-CE), que coordena a campanha do presidente Lula, acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de não honrar o acordo firmado para a liberação de sigilos de ambos os candidatos à Presidência. Em pronunciamento na reta final do segundo turno, Santana alegou que a equipe de Lula forneceu os documentos solicitados pela candidatura adversária, enquanto Flávio teria apresentado procurações que, na visão do PT, criam barreiras para o acesso às informações, exigindo decisão judicial.
“Flávio Bolsonaro fugiu, não aceitou o desafio do presidente Lula”, declarou Camilo Santana. Ele explicou que o desafio foi lançado por Lula durante o debate do último domingo (18), e a resposta de Flávio, dias depois, teria vindo com uma série de exigências. Segundo o coordenador petista, Lula acatou as condições impostas, e um documento foi assinado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O acordo previa o prazo de até as 23h59 de quinta-feira (22) para a entrega da documentação.
“Demos até 23h59 para que eles apresentassem toda a documentação. Nós fomos lá 20h30, apresentamos inclusive o que eles estavam cobrando, todos os pagamentos do cartão corporativo, apresentamos a agenda do presidente do Palácio da Alvorada, os voos da FAB, está tudo lá protocolado”, detalhou Santana.
Ele acrescentou que a equipe adversária perdeu o prazo estabelecido e, posteriormente, protocolou procurações que, em sua interpretação, não equivalem à entrega dos dados esperada pela campanha de Lula.
“Só hoje eles protocolaram umas procurações”, afirmou o senador, que leu um trecho que, segundo ele, condicionaria a liberação das informações a uma decisão judicial do TSE, configurando um obstáculo à divulgação dos dados.
O debate ganhou um novo elemento jurídico nesta sexta-feira (23), com o ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, esclarecendo que Lula e Flávio Bolsonaro podem divulgar voluntariamente seus dados bancários, fiscais e telefônicos sem necessidade de autorização judicial, cabendo a eles a decisão sobre quais informações tornar públicas.
Com informações de: Congresso em Foco
