
O Piauí atingiu um marco histórico ao registrar sua menor taxa de informalidade no mercado de trabalho, alcançando 49,5% no segundo trimestre de 2026. Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira (13), este é o primeiro resultado abaixo dos 50% desde que a pesquisa iniciou em 2012.
Contudo, apesar desse avanço significativo, o estado ainda se mantém em posições desfavoráveis em outros indicadores cruciais, como desocupação e remuneração média.
O estado figura entre os que apresentam os piores cenários nacionais, possuindo a quinta maior taxa de informalidade, a quarta maior de desocupação e a segunda menor renda média do país.
A queda na informalidade, que vem ocorrendo de forma consistente desde o final de 2020, quando atingiu 59,3%, contrasta com a persistência de desafios estruturais. A taxa de desocupação, por exemplo, permaneceu em 8,3%, resultado que o coloca atrás apenas de Amapá, Bahia e Pernambuco.
Em Teresina, o índice de desemprego foi de 7,1%, mantendo a capital piauiense em uma posição intermediária entre as capitais nordestinas, mas ainda entre as dez com maiores taxas no cenário nacional.
Outro ponto de atenção é a subocupação, que, apesar de ter reduzido seu contingente de 184 mil para 148 mil pessoas no período, ainda coloca o Piauí na liderança negativa.
Com 11,1% dos ocupados trabalhando menos de 40 horas semanais, o estado demonstra a dificuldade de acesso a trabalhos com jornada completa, o que impacta diretamente a baixa renda média, fixada em R$ 2.547 – um aumento ínfimo de R$ 10 em um ano.
Esse valor é o segundo menor do Brasil, superando apenas o Maranhão (R$ 2.284). Os dados, portanto, evidenciam a necessidade urgente de políticas públicas focadas na geração de empregos formais e na elevação da remuneração dos trabalhadores piauienses.
Com informações de: IBGE
