
A hesitação vacinal entre gestantes representa um grave risco à saúde tanto da mãe quanto do bebê, com baixas taxas de cobertura para vacinas contra gripe e Covid-19 deixando muitas mulheres vulneráveis a doenças potencialmente fatais.
Enquanto algumas gestantes, como Nataly Saldanha e Raissa Silva de Oliveira, priorizam a imunização para garantir a saúde de seus filhos, os dados nacionais revelam um cenário preocupante: em 2025, apenas 55% das grávidas foram vacinadas contra a Covid-19 e 63% contra a influenza, aquém da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
As consequências dessa baixa adesão são trágicas. Entre 2023 e agosto de 2026, o vírus Influenza causou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em ao menos 286 gestantes ou puérperas, resultando em 25 mortes.
No mesmo período, a Covid-19 provocou 205 casos graves e 21 óbitos. Especialistas apontam a desinformação e a desvalorização da gravidade dessas doenças como principais motivos para a resistência à vacinação, apesar de sua comprovada eficácia na redução de casos graves e mortes.
A vacinação durante a gestação não só protege a mãe, mas também transfere anticorpos essenciais para o feto, garantindo imunidade nos primeiros meses de vida, quando os bebês ainda não podem ser vacinados.
Além das vacinas contra gripe e Covid-19, o SUS oferece outras imunizações cruciais para gestantes, como hepatite B, dT, dTpa e VSR, visando cobrir um espectro mais amplo de riscos.
A comunidade médica reforça a segurança e a importância dessas vacinas, desmistificando crenças infundadas sobre possíveis efeitos adversos e incentivando a busca por informações em fontes confiáveis para combater a disseminação de notícias falsas.



Com informações de: AGBR
