TST decreta fim da greve dos bancários da Caixa; veja o que muda

Caixa Econômica Federal | Valter Campanato/Agência Brasil

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) pôs fim à greve nacional dos funcionários da Caixa Econômica Federal nesta terça-feira (29), após julgamento de dissídio coletivo. A paralisação, que teve início em 10 de setembro, chega ao seu desfecho com a determinação para que os trabalhadores retornem às suas atividades a partir desta quarta-feira (30).

Um dos pontos mais sensíveis nas negociações foi o plano de saúde dos empregados, o Saúde Caixa, que enfrentou a rejeição de três propostas apresentadas pela direção do banco.

Apesar de o ministro Maurício Godinho Delgado ter negado o pedido da Caixa para classificar a greve como abusiva e afastado multas aos sindicatos, a decisão do TST foi pelo encerramento do movimento. Os dias paralisados deverão ser compensados pelos funcionários em um prazo de até 180 dias, substituindo a ideia inicial de desconto salarial.

A Corte também definiu as condições para o próximo período de negociação, concedendo um reajuste salarial que cobre a inflação medida pelo INPC mais 0,6% de ganho real. Este mesmo índice será aplicado a benefícios como auxílio-refeição, alimentação, cesta-alimentação, creche e babá, com validade de setembro de 2026 a agosto de 2027.

As alterações no Saúde Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foram incorporadas à sentença normativa, mantendo as cláusulas dos acordos coletivos anteriores.

O TST também decidiu que a Justiça do Trabalho não deve intervir na negociação coletiva para estabelecer novas regras para a PLR, preservando outras garantias trabalhistas como horas extras, adicional noturno e gratificações.

Com informações de: G1

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