
O número de denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral cresceu 108,6% no Piauí em apenas dez dias. Os registros no aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, passaram de 35, no dia 27 de agosto, para 73 neste domingo (6). As ocorrências alcançam 15 municípios piauienses. Os dados são do painel da Justiça Eleitoral.
Teresina lidera o levantamento, com 45 denúncias, o equivalente a 61,6% do total registrado no estado. Piripiri aparece em seguida, com sete ocorrências, e Parnaíba, com cinco. Campo Maior contabiliza três casos. Geminiano e Valença do Piauí possuem dois registros cada.
Altos, Baixa Grande do Ribeiro, Barras, Canto do Buriti, Esperantina, Monsenhor Gil, Picos, Regeneração e São Raimundo Nonato aparecem com uma denúncia cada.
Entre as situações comunicadas pelos eleitores, o uso de carros de som, minitrios e trios elétricos reúne o maior número de registros. São 17 denúncias, correspondentes a 23,3% do total. As possíveis irregularidades na internet aparecem em seguida, com nove ocorrências.
As candidaturas a deputado estadual concentram 32 denúncias. Outros 20 registros envolvem partidos, coligações ou federações. O volume acompanha a intensificação da campanha eleitoral, mas não permite concluir que todas as irregularidades tenham ocorrido. Os números representam denúncias apresentadas pela população, que ainda precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral.
No cenário nacional, o Pardal contabilizava 14.220 registros neste domingo. Apesar do aumento observado nos últimos dias, o Piauí ocupa a 23ª posição entre as 27 unidades da Federação, figurando como o quinto estado com menos denúncias. São Paulo lidera o ranking, com 2.660 ocorrências, seguido pela Bahia, com 2.017.
O Pardal recebe denúncias relacionadas à propaganda eleitoral irregular. Para utilizar o aplicativo, o eleitor precisa se identificar pelo e-Título ou pela plataforma Gov.br, mas seus dados ficam protegidos por sigilo. Fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos podem ser anexados como evidências. Depois do envio, o sistema fornece um protocolo para acompanhamento. Segundo o TSE, situações relacionadas à desinformação e a crimes eleitorais devem ser encaminhadas, respectivamente, ao Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral e ao Ministério Público Eleitoral.
