

A juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Teresina, pronunciou Francisco Fernando de Oliveira Castro, 38 anos, para julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado e lesão corporal culposa.
Na decisão proferida na terça-feira (28), a magistrada manteve a prisão preventiva do acusado, atualmente custodiado na Cadeia Pública Antônio José de Sousa Filho.
Os crimes ocorreram na manhã de 27 de agosto de 2025, por volta das 9h, nas imediações do hospital ProntoMed, no Centro de Teresina.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Castro utilizou uma pistola semiautomática Taurus, calibre 9mm, de uso restrito e pertencente à Guarda Municipal de Parnaíba, para atirar contra a ex-esposa Penélope Miranda de Brito Castro e o vereador Thiciano Ribeiro da Cruz, ambos mortos no local.
Imagens das câmeras de segurança registraram toda a dinâmica do crime e foram anexadas ao processo.
Penélope, comandante da Guarda Municipal de Parnaíba, era vítima de violência doméstica durante o casamento com Castro, que durou cerca de dez anos até a separação em abril de 2025.
Após o término, ela relatou perseguição e ameaças, temendo pela segurança da própria vida e de seu filho autista com TDAH, que também teria sofrido agressões. Thiciano, secretário de Transportes e então namorado de Penélope, também foi alvo de perseguição por Castro, que confessou os disparos, mas alegou ter como alvo apenas o vereador e negou premeditação.
A defesa alegou erro de execução, mas a juíza manteve a acusação de feminicídio para decisão do Conselho de Sentença.
O terceiro crime envolveu o taxista Paulo César Lopes Pereira, que foi atingido por um projétil que percorreu cerca de 40 metros, ferindo-o no pescoço e ombro.
A juíza desclassificou a imputação de tentativa de homicídio para lesão corporal culposa, considerando o erro na execução. Castro também confessou o crime durante abordagem policial, quando foi encontrado com a arma no colo.
Com informações de: GP1
