Pesquisadores observaram que abelhas-da-terra alteram seu comportamento alimentar quando expostas a patógenos específicos, buscando ativamente flores que contêm quercetina, um composto com propriedades antimicrobianas.
Este achado, publicado em um estudo conjunto entre universidades da Bélgica e Espanha, sugere uma forma de autotratamento em colônias de insetos.
O experimento envolveu 18 colônias de abelhas-da-terra, divididas em três grupos e expostas a um fungo (Ascosphaera apis), uma bactéria (Serratia marcescens) ou a um grupo de controle sem patógenos.
Utilizando flores robóticas que ofereciam néctar com ou sem quercetina, os cientistas monitoraram as escolhas das abelhas. Observou-se que as colônias infectadas pelo fungo demonstraram um aumento significativo na visita e consumo das flores com o composto natural, enquanto as expostas à bactéria não apresentaram essa mudança.
Os autores do estudo ressaltam, contudo, que a pesquisa não comprovou se a ingestão de quercetina efetivamente reduziu as infecções ou aumentou a longevidade das larvas.
Portanto, a conclusão de automedicação formal não está definitivamente estabelecida, mas a descoberta abre novas frentes para entender as respostas de insetos sociais a ameaças à saúde e suas estratégias de defesa natural.
Com informações de: PORTAL-IG
