
Um colapso glacial no Himalaia desencadeou enchentes catastróficas que já ceifaram a vida de 750 pessoas e deixaram mais de três mil cidadãos desaparecidos em território nepalês e chinês, segundo informações oficiais. A correnteza massiva de gelo, rochas e lama, intensificada por chuvas recentes, elevou o nível dos rios, forçando evacuações e complicando os esforços de resgate.
As operações de salvamento enfrentam obstáculos severos, com especial preocupação para centenas de indivíduos que podem estar retidos em túneis de usinas hidrelétricas. No Nepal, os números oficiais apontam para 734 mortos, 2.498 desaparecidos e 7.514 pessoas resgatadas. Do lado chinês, no condado de Gyirong, foram confirmadas 16 fatalidades e 546 pessoas desaparecidas, incluindo estrangeiros de 23 nacionalidades, como Índia, Letônia, Estados Unidos e Reino Unido.
A magnitude da tragédia levou o governo do Nepal a aceitar ajuda internacional, após uma posição inicial de recusa. Diversos países, incluindo Índia, China, Estados Unidos e Japão, já manifestaram apoio, com equipes indianas já atuando na região. Contudo, deslizamentos contínuos e o risco de novas inundações de lagos glaciais dificultam o progresso. A prioridade agora é o resgate em áreas de difícil acesso, a recuperação da infraestrutura vital e a identificação das vítimas. A destruição abrange escolas, hospitais e vias de acesso, com cerca de 20 estradas bloqueadas e hospitais sobrecarregados. A reconstrução do Nepal pode demandar até US$ 5 bilhões, mas o foco imediato é o atendimento emergencial.

Resgates em túneis atingidos
Com informações de: PORTAL-IG
