Projeto Tartarugas do Delta engaja pescadores contra poluição marinha

Um dos resíduos muito encontrado são materiais descartados, perdidos ou abandonados da pesca, o que chamamos de pesca fantasma.

O Projeto Tartarugas do Delta está intensificando o diálogo com as comunidades pesqueiras da Área de Proteção Ambiental (APA) Delta do Parnaíba para combater a poluição marinha, com foco especial na chamada “pesca fantasma”. Essa iniciativa envolve monitoramento das praias, coleta de resíduos e discussões diretas com os pescadores para expandir a colaboração e mitigar os perigos associados a equipamentos de pesca perdidos ou abandonados no mar.

Esses materiais, que continuam capturando e matando a vida marinha mesmo sem supervisão, representam um dos principais achados nas faixas de areia. As conversas promovidas pelo projeto visam esclarecer os graves impactos da pesca fantasma na fauna marinha e, em conjunto com os envolvidos, traçar estratégias para sua redução, ressaltando a importância da saúde dos oceanos para a sustentabilidade da atividade pesqueira.

A conservação marinha, segundo a equipe do projeto, é construída através da escuta ativa e da parceria. “A pesca fantasma é um dos problemas mais silenciosos que enfrentamos na conservação marinha, porque muitas vezes o impacto continua acontecendo mesmo sem a intenção de quem pescou. Por isso, o diálogo com as comunidades pesqueiras é essencial: são elas que conhecem esse território todos os dias e podem nos ajudar a encontrar soluções que façam sentido na prática, sem comprometer o sustento de quem vive da pesca”, destaca um porta-voz do projeto.

O Projeto Tartarugas do Delta, realizado pelo Instituto Tartarugas do Delta (ITD) em parceria com a Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, conta com o apoio de diversas instituições, incluindo Eólica Pedra do Sal, APA Delta do Parnaíba, UFDPar, Sesc Piauí, Ilha dos Poldros, Margem Equatorial Brasileira, RESEX Delta do Parnaíba e CIA Porto Piauí. As ações estão em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 12, 14 e 17 da Agenda 2030 da ONU.

Werlanne Magalhães, coordenadora do Projeto Tartarugas do Delta.
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