Projeto de calcário marinho no litoral do Piauí gera debate sobre economia e meio ambiente

Empreendimento foi apresentado em audiência pública em Luís Correia e prevê exploração de jazidas a até 52 km da costa; projeto ainda depende de licenciamento ambiental

Uma audiência pública em Luís Correia, no litoral do Piauí, serviu de palco na última quarta-feira (12) para a apresentação do Projeto Algamar, iniciativa da empresa Apoio Mineração que visa explorar calcário marinho. O encontro buscou debater com a comunidade local os potenciais benefícios econômicos e os possíveis impactos ambientais decorrentes da atividade.

O projeto, que teve seus primeiros passos em 2010 com um requerimento de pesquisa mineral, prevê a extração de jazidas de calcário marinho em uma área localizada entre 48 e 52 quilômetros da costa, abrangendo os municípios de Luís Correia e Cajueiro da Praia.

O material, rico em cálcio e magnésio, é formado pela deposição de algas calcárias e encontra aplicações na agricultura, pecuária, aquicultura e tratamento de efluentes. O transporte e a comercialização do calcário extraído teriam o Porto de Itaqui, no Maranhão, como base logística.

Apesar da expectativa de geração de empregos e dinamização da economia regional, o empreendimento ainda está em fase de licenciamento ambiental junto ao Ibama (processo nº 02001.001180/2018-08).

Um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) foi apresentado, indicando que, embora a atividade possa causar impactos negativos no ambiente marinho, estes seriam reversíveis e de baixo potencial de alteração significativa das características regionais.

O relatório estima a exploração de cerca de 2% das áreas de lavra em dez anos, o que, segundo a avaliação, seria compensado pelos ganhos sociais e econômicos. No entanto, a exploração depende da autorização do Ibama, que analisará os estudos e os impactos potenciais antes de qualquer decisão.

Com informações de: portal cidade luz

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