
Um total de 7,5 mil profissionais de segurança pública de todas as capitais e de 81 cidades do interior do Brasil participarão, nesta quarta-feira (2), de um treinamento intensivo focado no atendimento a mulheres vítimas de violência.
A formação, que ocorrerá de forma simultânea e remota, visa aprimorar as ações de proteção e a perspectiva de gênero no âmbito da segurança pública. Segundo Michele Gonçalves dos Ramos, diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública, outros dois mil agentes já passaram por capacitações semelhantes nos últimos três anos, consolidando o compromisso com a causa.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou a importância da iniciativa para a implementação de medidas de proteção eficazes, destacando o papel crucial dos profissionais que atuam diretamente com a população.
Policiais civis, militares e penais, bombeiros, guardas municipais e peritos oficiais integram o público-alvo da capacitação, que abrange diversas esferas do serviço público. Paralelamente, o ministro e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, assinaram duas portarias que visam aprimorar o combate à violência de gênero.
A primeira regulamenta a análise e aprovação de planos estaduais e distritais de combate à violência contra a mulher, garantindo maior transparência e agilidade na aplicação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
A segunda portaria estabelece um grupo de trabalho interministerial para a criação de um protocolo nacional unificado para o atendimento a vítimas de violência sexual.
O protocolo, conforme explicou Michele Gonçalves dos Ramos, servirá como um guia para as delegacias em todo o país, promovendo um atendimento mais qualificado, humanizado e articulado com outros serviços essenciais, como saúde e rede de proteção.
Adicionalmente, os ministérios apresentaram o dossiê “Mulheres e Meninas Seguras, Evidências para o Enfrentamento da Violência de Gênero”, contendo 14 artigos de pesquisadores da área. A ministra Márcia Lopes destacou a queda recente no número de feminicídios no país, com 848 vítimas registradas entre janeiro e julho deste ano, uma redução de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025, como um reflexo positivo dos esforços em andamento.
Com informações de: AGBR
