
Em janeiro deste ano, um iceberg na Antártida se desfez e possibilitou que cientistas explorassem o ecossistema marinho antes escondido pelo gelo. Entre as criaturas peculiares registradas, a equipe capturou imagens até então inéditas da Lula-de-vidro-glacial.
A Galiteuthis glacialis é uma espécie de lula abundante nas águas da Antártida, animal de porte médio que apresenta, no máximo, 50cm de comprimento de manto. De aparência delicada, a lula foi encontrada em uma profundidade de 687m no Oceano Antártico.
O registro do Schmidt Ocean Institute foi possibilitado por uma mudança de curso após a quebra do iceberg A-84, que revelou um ecossistema nunca visto antes da vida marinha profunda. O bloco de gelo do tamanho da cidade de Chicago, nos EUA, se desprendeu da plataforma de gelo George VI.
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- Em uma expedição em março, a equipe também conseguiu fotografar pela primeira vez a Lula-colossal (
Mesonychoteuthis hamiltoni
- ). O animal jovem assemelha-se ao parente da espécie, mas, enquanto a Lula-de-vidro-glacial só atinge 50cm, a Lula-colossal é o maior invertebrado do planeta, podendo ultrapassar 15m de comprimento. Devido à pouca idade da Colossal, ela pode ser confundida com a pequena parente.
“A primeira observação de duas lulas diferentes em expedições consecutivas é notável e mostra o quanto ainda vimos pouco dos magníficos habitantes do Oceano Austral”, disse a diretora executiva do Instituto, Jyotika Virmani, ao jornal Washington Post. “Conseguimos capturar imagens em alta resolução suficientes dessas criaturas para que os especialistas globais, que não estavam a bordo do navio, pudessem identificar ambas as espécies.”
Durante a expedição, outras criaturas das profundezas marinhas também foram documentadas pelo instituto, incluindo peixes-do-gelo, aranhas-do-mar gigantes e polvos. “Esses momentos inesquecíveis continuam a nos lembrar que o oceano está repleto de mistérios ainda por serem desvendados”, completou Virmani.
CORREIOWEB
