
A onda de mobilizações em quartéis e as condenações decorrentes dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023 estão impulsionando novas candidaturas femininas para a disputa eleitoral de 2026.
Pelo menos três mulheres com laços familiares com militares ou indivíduos sentenciados pela tentativa de golpe decidiram se lançar à Câmara dos Deputados.
Com afiliações em legendas de direita, como PL e Novo, essas candidatas compartilham o 8 de Janeiro como um ponto central em suas plataformas. Rebeca Ramagem concorrerá a deputada federal pelo PL no Rio de Janeiro.
Ela é esposa de Alexandre Ramagem, ex-parlamentar que teve seu mandato cassado e foi condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por organização criminosa e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito. O casal reside atualmente nos Estados Unidos.
No Distrito Federal, Cida Villas Bôas, cônjuge do general da reserva Eduardo Villas Bôas, disputará uma vaga pelo Partido Novo.
Villas Bôas, embora não tenha sido diretamente investigado ou condenado pelos eventos de 8 de Janeiro, teve seu nome associado ao período pré-golpe por meio de publicações em redes sociais e uma carta que questionava o resultado das eleições de 2022 e elogiava os acampamentos.
Mariana Naime, casada com o coronel da Polícia Militar Jorge Eduardo Naime – condenado a 16 anos por omissão nos atos –, também se candidatará ao DF, representando o PL.
Com informações de: R-7
