CIOT gera acúmulo de cargas, paralisação parcial e reclamações de caminhoneiros no Piauí

A implantação do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) tem provocado impactos no setor de transporte de cargas no Piauí e em outras regiões do país. Segundo o Sindicato dos Transportadores de Cargas e Logística do Estado do Piauí (SINDICAPI), dificuldades operacionais no sistema têm causado lentidão na emissão dos códigos e acúmulo de caminhões em empresas, afetando diretamente a rotina de motoristas e transportadoras.

De acordo com o representante do sindicato, Humberto Lopes, o CIOT foi implantado no dia 24 do mês passado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), dentro do prazo estabelecido. No entanto, ele afirma que ainda há instabilidade nas plataformas responsáveis pela emissão, o que teria provocado paralisações e atrasos na liberação de cargas. Segundo ele, mais de 100 caminhões estariam aguardando regularização no estado.

Além dos impactos operacionais, caminhoneiros relatam dificuldades durante o período de espera. O motorista José Erisvan Maurício afirma que está há 23 dias parado aguardando a liberação de carga. Segundo ele, veículos já carregados não estariam sendo liberados, o que tem gerado prejuízos financeiros e custos com estadia e alimentação.

O caminhoneiro também relata problemas na infraestrutura dos locais de parada, como falta de condições adequadas de banheiro, abastecimento de água e estrutura de apoio aos motoristas. Ele afirma ainda que, apesar de promessas anteriores de melhorias, as condições seguem precárias, especialmente com o aumento do número de veículos parados.

José Erisvan critica a demora na resolução do impasse e afirma que os trabalhadores estão sendo diretamente prejudicados pela lentidão na adaptação do sistema. Ele também aponta insegurança quanto aos prazos de regularização e à liberação efetiva das cargas.

O SINDICAPI informa que a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) solicitou à ANTT uma prorrogação para ajustes técnicos do sistema. A entidade destaca ainda que uma nova plataforma já começou a operar, permitindo a emissão gradual dos CIOTs, embora ainda de forma lenta.

A expectativa do setor é de que a situação seja normalizada nos próximos dias, com a retomada gradual do fluxo de cargas e a redução das filas de caminhões parados.

 

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