Vazamento em ar-condicionados gera risco elétrico na UPA do Promorar

 

Pacientes e acompanhantes denunciaram problemas estruturais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar após aparelhos de ar-condicionado apresentarem vazamentos constantes dentro da unidade. Segundo relatos, a água estaria escorrendo pelas paredes e pingando no chão próximo à rede elétrica, situação que levanta risco de curto-circuito, princípio de incêndio e até choques elétricos.

A preocupação dos usuários aumenta porque a unidade já enfrentou episódios semelhantes anteriormente. Em 2025, a UPA do Promorar registrou dois incêndios em um intervalo de apenas 15 dias. Um dos casos ocorreu em um aparelho de ar-condicionado localizado em uma das salas de raio-X da unidade, levando à interdição do espaço para realização de perícia.

Na época, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que todos os equipamentos da unidade e o sistema elétrico haviam passado por vistoria e manutenção após os incêndios. Mesmo assim, os novos relatos sobre infiltrações e vazamentos próximos à rede elétrica reacendem o temor de novos acidentes na unidade de saúde.

Vídeos e registros feitos no local mostram água escorrendo pelas paredes em áreas onde há equipamentos energizados. Usuários relatam preocupação diante da possibilidade de pacientes, acompanhantes ou profissionais sofrerem descargas elétricas ao encostar nas superfícies molhadas.

Além do risco de incêndio e choque elétrico, a água acumulada no piso também pode provocar quedas e outros acidentes dentro da unidade, que recebe diariamente grande fluxo de pessoas em situação de vulnerabilidade.

A reportagem procurou a Fundação Municipal de Saúde (FMS) para esclarecimentos sobre os problemas denunciados, questionando se há previsão de manutenção dos aparelhos e quais medidas serão adotadas para evitar novos incidentes na UPA do Promorar. Até o fechamento desta matéria, a equipe seguia aguardando posicionamento oficial da FMS sobre o caso.

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