
Braços do polvo conseguem reagir e explorar o ambiente quase sozinhos
Enquanto a maioria dos animais possui um único cérebro centralizado, os polvos desenvolveram um sistema nervoso surpreendente. Segundo Jon Ablett, especialista em cefalópodes do Museu de História Natural de Londres, esses moluscos têm nove estruturas semelhantes a cérebros: um cérebro principal e oito gânglios distribuídos pelos braços. Essa configuração permite que cada membro funcione de forma quase autônoma, controlando movimentos, sensações e até reações ao ambiente.
A evolução dos polvos seguiu um caminho distinto dos vertebrados, embora compartilhem um ancestral comum. Estudos recentes revelam que cerca de dois terços dos 500 milhões de neurônios desses animais estão espalhados pelos braços, e não apenas no cérebro central. Um estudo publicado em 2025 na revista *Bioelectronic Medicine* demonstrou que braços isolados de polvo ainda respondiam a estímulos, produzindo sinais elétricos. Outra pesquisa, veiculada na *Nature Communications* no mesmo ano, mostrou que cada braço é dividido em regiões especializadas, capazes de executar funções distintas simultaneamente — como segurar um objeto enquanto explora um esconderijo.

Sistema nervoso distribuído ajuda o polvo a controlar os oito braços
Além do sistema nervoso inovador, os polvos têm três corações: dois bombeiam sangue para as brânquias, onde ocorre a oxigenação, e o terceiro distribui o sangue oxigenado pelo corpo. Outra característica marcante é o sangue azul, resultado da presença de hemocianina, uma proteína que transporta oxigênio e confere essa coloração única.

Ventosas sentem texturas e identificam substâncias ao toque

Animal possui sangue azul por usar uma proteína rica em cobre
Com informações de: PORTAL-IG
