
O Piauí enfrenta um cenário preocupante com a acentuada redução nas exportações para os Estados Unidos, um movimento que impacta diretamente a agricultura familiar.
Diante dessa nova realidade no comércio internacional, o governo estadual intensifica esforços para abrir novos mercados e estimular o consumo interno, visando diminuir a dependência do mercado norte-americano, especialmente para produtos como o mel.
Dados recentes da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revelam uma queda de 45,6% nas exportações piauienses para os EUA entre agosto de 2024 e julho de 2025, em comparação com o mesmo período subsequente.
Essa retração representa uma diferença de US$ 17,7 milhões, aproximadamente R$ 110,2 milhões, com o valor total exportado caindo de US$ 38,8 milhões para US$ 21,1 milhões. Embora o mel esteja entre os produtos afetados, o levantamento não atribui a totalidade da queda especificamente a este setor.
Em resposta a essa conjuntura, a secretária estadual da Agricultura Familiar, Rejane Tavares, defende a diversificação de destinos de venda e o incentivo ao consumo nacional. “O que a gente tem que fazer é abertura de novos mercados e estimular também o consumo interno.
A gente precisa encarar o mel como um alimento que pode ser utilizado cotidianamente. São estratégias que vão desde a divulgação dos produtos da agricultura familiar para estimular cada vez mais o consumo interno até a abertura de novos mercados internacionais. O Brasil não pode ficar dependente de um único mercado”, declarou Tavares.
A busca por novos compradores, com o apoio de órgãos como a Investe Piauí, e a preparação dos produtores para atender às exigências internacionais são estratégias cruciais para mitigar os efeitos da instabilidade comercial e garantir a sustentabilidade da produção local.
Com informações de: Agro en Campo
