Justiça proíbe supermercado zona Sul de influenciar voto de funcionários


Empresa estaria enviando comunicados a seus funcionários

A rede de supermercados Zona Sul foi judicialmente impedida de enviar comunicações de cunho eleitoral a seus empregados.

A determinação da Justiça do Trabalho atende a uma denúncia do Sindicato dos Comerciários, que relatou o recebimento de uma carta pela empresa com críticas à política nacional e um pedido de mudança, em meio ao segundo turno das eleições presidenciais.

Em decisão liminar, a juíza Cláudia de Abreu Lima Pisco determinou que o supermercado emita um novo comunicado aos colaboradores até as 23h59 deste sábado, 24 de setembro.

A mensagem deverá enfatizar a liberdade e o sigilo do voto, garantindo que os funcionários não têm compromisso em divulgar suas escolhas políticas.

A ordem judicial também exige a afixação desse esclarecimento em locais de ampla circulação nas unidades da empresa.

O não cumprimento da ordem judicial sujeitará o supermercado a uma multa diária de R$ 500 mil. A magistrada considerou a ação da empresa como assédio eleitoral, argumentando que a comunicação institucional, de forma velada, buscava direcionar uma orientação política aos trabalhadores.

Essa conduta, segundo a juíza, poderia gerar temor de retaliações devido à relação de dependência econômica, prejudicando a livre manifestação do voto. A assessoria do Supermercado Zona Sul informou que não comentará o caso.

Com informações de: AGBR

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