
A jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann relatou ter sido alvo de uma suposta ordem de Jair Bolsonaro para que ela fosse assassinada, após um período de um ano tecendo críticas ao ex-presidente.
Em uma conversa com o deputado André Janones (Rede-MG), transmitida ao vivo, Hasselmann fez um contraponto com os 25 anos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que sua decisão de se posicionar contra a família Bolsonaro se intensificou pela preocupação com a ascensão política de Flávio Bolsonaro.
“Eu critiquei o Lula por 25 anos. Ele nunca tentou me matar. Eu critiquei o Bolsonaro por um ano e ele mandou me matar”, declarou Joice Hasselmann, que já foi uma aliada proeminente do ex-presidente e chegou a liderar o governo na Câmara dos Deputados.
Segundo ela, o rompimento com a base governista ocorreu nos primeiros oito meses da gestão, período em que, afirma ter compreendido o funcionamento interno do governo.
Hasselmann revelou que, inicialmente, considerou a possibilidade de anular seu voto, mas mudou de perspectiva ao observar o crescimento político do senador Flávio Bolsonaro, a quem classificou como “o pior dos Bolsonaros”.
A ex-deputada defendeu a liberdade de rever posições políticas como um aspecto fundamental da democracia, citando a capacidade de “escolher, mudar de ideia, pensar, raciocinar, decidir e, ao mesmo tempo, também corrigir”. A jornalista apresentou sua mudança de postura como uma retificação de um erro político e um alerta para eleitores que, como ela, consideram a neutralidade eleitoral.
Com informações de: Estado de Minas
