CNBB condena pressão sobre eleitores e defende respeito às urnas

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) condenou ameaças, pressões sobre eleitores e negociação de votos em mensagem sobre o segundo turno das eleições de 2026. Datado de 21 de outubro e compartilhado pela Arquidiocese de Teresina, o documento defende o voto livre e secreto, a Constituição e o respeito aos resultados legítimos das urnas.

“O voto é livre e secreto. Ameaçar ou pressionar eleitores bem como negociar votos são práticas inadmissíveis”, afirma o Conselho Permanente. Os bispos incentivam a participação consciente da população e reafirmam a defesa do Estado Democrático de Direito como parte do compromisso com a liberdade de escolher os governantes.

Sem mencionar candidatos ou partidos, a mensagem orienta os eleitores a avaliar a trajetória dos concorrentes, suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida da população. O texto também cobra dos futuros eleitos responsabilidade com os direitos da sociedade e com as oportunidades para as novas gerações.

A manifestação ressalta que a participação política deve continuar depois da votação. Segundo o Conselho Permanente, os governos recebem mandatos, enquanto os cidadãos mantêm a responsabilidade de acompanhar a gestão pública, fiscalizar os representantes e reivindicar melhorias.

“A crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia”, destaca o documento. Para os bispos, esse exercício exige informação confiável, liberdade de expressão e proteção às pessoas que denunciam injustiças.

Na área social, a CNBB aponta trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança de qualidade como necessidades do país. A mensagem também cobra cuidado com o meio ambiente, garantia dos direitos humanos e promoção da paz. O desenvolvimento, conforme o texto, deve assegurar uma vida digna e justa para todos.

A atenção aos pobres, às pessoas ameaçadas e àquelas que trabalham pela justiça integra o chamado feito pelo Conselho Permanente. A mensagem relaciona a esperança cristã à responsabilidade coletiva pelo país e pelos demais cidadãos.

No encerramento, os bispos pedem a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, para superar a indiferença e construir uma convivência fundada na verdade, na fraternidade e na paz.

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