Produtores de Paulistana bloqueiam BR-407 por regularização e apoio

O principal objetivo da manifestação foi reivindicar medidas que garantam aos produtores o direito de continuar trabalhando em suas propriedades com segurança jurídica, dignidade e respeito

Na manhã desta sexta-feira (08), agricultores e produtores rurais de Paulistana, no Piauí, organizaram um protesto pacífico na BR-407, em frente à Avenida Zequinha do Ó. A interdição da rodovia teve como objetivo chamar a atenção das autoridades para a necessidade de regularização de propriedades rurais e para o apoio contra multas ambientais. A mobilização, iniciada por volta das 8h30, reuniu trabalhadores do campo e representantes do setor agrícola, buscando garantir segurança jurídica, dignidade e respeito para o exercício de suas atividades, além de encontrar soluções para notificações e possíveis sanções ambientais.

Durante o ato, o agricultor Lucas Damasceno enfatizou a importância da colaboração entre os poderes públicos e os produtores. “Queremos trabalhar com dignidade e respeito. Pedimos a todos os deputados, senadores, ao presidente e às autoridades de nossa região, independentemente de suas posições políticas, que unam forças para que possamos ter nossos direitos reconhecidos e ser respeitados”, declarou. O secretário municipal de Agricultura, Lucas Brito, presente na manifestação, expressou a apreensão dos produtores diante das recentes notificações ambientais. Ele destacou que a realidade do semiárido piauiense precisa ser considerada na aplicação da legislação. “Estamos aqui acompanhando uma manifestação pacífica em busca da garantia de poder trabalhar em suas propriedades. Descobrimos que não é simples, os proprietários estão sendo notificados e correm o risco de multas. Buscamos um Refis ou um decreto que diferencie a região da Caatinga de outras áreas, considerando que aqui chove apenas cerca de 300 milímetros anuais. Sem agricultura familiar, a vida em nossa região é inviabilizada e o impacto é enorme”, explicou.

Wesley, agricultor do povoado Tigre, compartilhou a preocupação dos pequenos produtores com as exigências legais e solicitou amparo do poder público para que possam se adequar à legislação. “Tenho uma área de cerca de 60 hectares e estamos em alerta, buscando soluções que até agora não encontramos. As entidades competentes não nos educaram sobre os critérios legais ambientais e já estão nos autuando. Reivindicamos uma anistia para débitos anteriores a 2025, pois o dever do Estado seria nos orientar. Sentimo-nos criminalizados sem ter recebido a devida orientação sobre os 20% de reserva legal, descobrindo agora que precisaríamos de licença ambiental para áreas desmatadas desde 2018. Nosso apelo é por amparo governamental”, afirmou. A manifestação contou com a participação de diversos agricultores, produtores rurais e lideranças locais, que reforçaram o pedido por diálogo e por medidas que conciliem a preservação ambiental com a realidade da agricultura familiar no semiárido.

A mobilização teve início por volta das 08h30 e reuniu agricultores familiares, produtores rurais e representantes do setor agrícola da região.

Com informações de: Cidades na Net

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