
A Justiça determinou a indisponibilidade de dois imóveis avaliados em R$ 1,3 milhão, como parte de uma investigação sobre suposto enriquecimento ilícito do prefeito de Prata do Piauí, Acelino Mendes de Moura. A medida atende a um pedido liminar do Ministério Público do Piauí (MPPI).
A apuração, conduzida pela Promotoria de Justiça de Barro Duro, foca na discrepância entre a evolução patrimonial do gestor e seus rendimentos declarados entre janeiro de 2021 e abril de 2026. Documentos indicam que o prefeito declarou não possuir bens em 2020, mas em 2024 informou ter cerca de R$ 40 mil em dinheiro e conta bancária. Sua remuneração líquida média mensal no período investigado foi de aproximadamente R$ 3.700.
Os imóveis bloqueados são uma residência de alto padrão no Centro da cidade, estimada em R$ 960 mil, e uma gleba rural de 150 hectares chamada “Pureza”, avaliada em R$ 345.309,00. Embora registrados em nome de terceiros, o juiz José Neto considerou haver indícios de incompatibilidade patrimonial e risco de venda dos bens. A Justiça indeferiu, por enquanto, o bloqueio de outros imóveis localizados em “Boi Manso”, por terem sido adquiridos antes do mandato, e a análise de bloqueio de contas bancárias foi postergada.
Com informações de: MP-PI
