A partir de outubro, o Sistema Único de Saúde (SUS) incorporará três novas opções terapêuticas para pacientes com câncer de pulmão. A iniciativa, parte de uma nova estratégia do Ministério da Saúde para o cuidado oncológico, tem como objetivo inicial alcançar cerca de 1.900 pessoas.
O anúncio, feito em agosto – mês de conscientização sobre a doença –, introduz os medicamentos brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe ao arsenal do SUS, com financiamento integral do governo federal através da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco).
Entre as novidades, destacam-se o brigatinibe e o gefitinibe, terapias-alvo orais que atuam diretamente em mutações específicas das células cancerígenas.
Segundo Nélio Cézar de Aquino, diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, essas terapias apresentam menor incidência de efeitos colaterais e maior comodidade para o paciente, que pode administrar o tratamento em casa, evitando deslocamentos frequentes ao hospital e aumentando a adesão ao tratamento.
Em comparação com a rede privada, onde o custo anual desses medicamentos ultrapassa R$ 604,2 mil, o SUS oferecerá essas opções sem ônus.
O durvalumabe, por sua vez, é uma imunoterapia injetável indicada para pacientes com câncer de pulmão em estágio III, que não são candidatos à cirurgia. Este medicamento, de uso hospitalar, fortalece o sistema imunológico para combater o tumor.
O Ministério da Saúde busca, com a AF-Onco, organizar a compra e distribuição de medicamentos oncológicos para agilizar o acesso dos pacientes do SUS e reduzir a dependência de ações judiciais para obtenção dos tratamentos.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que a ampliação das opções terapêuticas é crucial para fortalecer o cuidado oncológico e salvar vidas.

Eduardo Gomes – ILMD/Fiocruz Amazônia
A política AF-Onco prevê a oferta de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, representando um aumento de 35% nas opções de tratamento na rede pública e incorporando novas tecnologias.
A estimativa é que mais de 100 mil pessoas sejam beneficiadas anualmente, com um orçamento previsto de R$ 2,1 bilhões.
A aquisição e distribuição dos medicamentos serão feitas de forma centralizada pelo Ministério da Saúde (brigatinibe), descentralizada pelos hospitais e gestores locais (gefitinibe), ou por meio de Ata de Negociação Nacional com execução pelos gestores (durvalumabe).
O tratamento integral do câncer de pulmão no SUS abrange cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias sistêmicas, conforme as diretrizes clínicas e a disponibilidade tecnológica.
Com informações de: R-7
