Prefeito de Pio IX é denunciado pelo MP por exploração sexual e pedido de prisão

Conforme a denúncia apresentada pelo MPPI, as adolescentes seriam aliciadas para encontros sexuais mediante pagamento

O Ministério Público do Piauí (MPPI) formalizou uma denúncia contra o prefeito de Pio IX, Silas Noronha Mota, e outras duas pessoas, Samuel Lopes Noronha Mota, sobrinho do prefeito, e Francisco Liedson Alves Silva.

Os três são acusados de envolvimento em um esquema de exploração sexual de adolescentes na cidade. Diante da gravidade das acusações, o MPPI também solicitou à Justiça a prisão preventiva de Silas Noronha.

As investigações, que tiveram início em março de 2026 após relato de Francisco Liedson, que participou da campanha de Silas Noronha, apontam o aliciamento de três adolescentes para encontros sexuais mediante pagamento.

Segundo o MPPI, os denunciados teriam atuado em diferentes frentes, desde o aliciamento e transporte das vítimas até a intermediação de pagamentos e organização dos encontros, com o objetivo de evitar que o prefeito tivesse contato direto com as adolescentes.

Além disso, o órgão pediu indenização de R$ 200 mil para cada vítima, totalizando R$ 600 mil por danos morais. Silas Noronha e seu sobrinho Samuel já haviam sido presos anteriormente durante a investigação, mas foram liberados.

A denúncia também abrange suspeitas de irregularidades em contratos públicos firmados pela Prefeitura de Pio IX, totalizando mais de R$ 5,3 milhões em movimentações financeiras consideradas atípicas em 2025.

Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) indicou que uma das empresas investigadas emitiu notas fiscais de combustível sem o devido registro de capacidade de armazenamento junto à ANP, levantando dúvidas sobre a entrega efetiva dos produtos.

O MPPI requer o ressarcimento de R$ 31.773,18 aos cofres públicos e a condenação dos denunciados pelos crimes apontados, com perda de cargos e proibição de exercer funções públicas.

Caso a prisão preventiva não seja decretada, o MPPI sugere medidas cautelares alternativas, como recolhimento domiciliar noturno e restrição de atividades de gestão pública. A Justiça analisará os pedidos do Ministério Público.

Com informações de: MPPI

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