Piauí atrai R$ 4 bilhões em novas usinas de gás natural

Piauí deixará de ser o único estado do Nordeste sem gás natural em sua matriz energética

O Piauí foi selecionado para sediar quatro novas usinas termelétricas a gás natural, um marco que promete injetar R$ 4 bilhões em investimentos no estado. A iniciativa faz parte do Leilão de Reserva de Capacidade, realizado pelo Governo Federal, e adicionará mais de 800 MW à capacidade de geração energética do estado, um volume comparável à energia de quatro usinas como a de Boa Esperança, em Guadalupe, que opera desde os anos 70.

A conclusão das obras está prevista para 2029. Essa expansão é vista como estratégica para o Piauí, que passará a contar com gás natural em sua matriz energética, um diferencial importante para aumentar a competitividade e atrair novos negócios. A expectativa é que o gás natural não só fortaleça o setor industrial, mas também traga benefícios para o comércio, residências e o setor automotivo, devido ao seu custo mais vantajoso em relação a outras fontes de energia.

A chegada dessas usinas tem potencial para impulsionar a economia piauiense, facilitando a instalação de empresas que dependem do fornecimento de gás natural e permitindo que as já existentes reduzam seus custos operacionais, ganhando mais competitividade no mercado.

Além disso, espera-se um aumento na arrecadação de impostos, que poderá ser revertido em melhorias para áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública. O leilão, que viabilizou 100 projetos em todo o Brasil com um total de R$ 64,5 bilhões em investimentos, reforça a aposta no gás natural para expandir a matriz energética e o parque termelétrico do país.

As usinas serão instaladas em Teresina, Altos, Parnaíba e Luís Correia, com a seguinte capacidade e empresas responsáveis: UTE Altos I (60 MW) pela ION; UTE Teresina EPP (250 MW) pela ION III A 1; UTE Amarração EPP (250 MW) pela ION III A 2; e UTE Portinho BEP UTE (250 MW) pela ION III B 2.

Com informações de: Governo do Piauí

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