
247 – A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (3) Rodrigo Bacellar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), durante a Operação Unha e Carne. A ação teve como alvo um suposto vazamento de dados sigilosos que teria prejudicado investigações anteriores sobre a atuação de uma rede criminosa no estado..
A PF sustenta que “a atuação de agentes públicos envolvidos no vazamento de informações sigilosas culminou com a obstrução da investigação realizada no âmbito da Operação Zargun”. A ofensiva incluiu o cumprimento de um mandado de prisão preventiva, oito mandados de busca e apreensão e um mandado de intimação com medidas cautelares, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a PF, as investigações já haviam identificado “um esquema de corrupção envolvendo a liderança da facção no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos”. Para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), TH utilizou seu mandato para favorecer o grupo criminoso, chegando a nomear aliados para cargos na Alerj.
As autoridades descrevem uma atuação sofisticada da organização criminosa. “A organização infiltrava-se na administração pública para garantir impunidade e acesso a informações sigilosas, além de importar armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendidos até para facções rivais”, informou a PF. Os investigados podem responder por organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Outra frente de apuração, a Operação Bandeirante, levou o MPRJ a denunciar TH e outras quatro pessoas por associação para o tráfico e comércio ilegal de armas de uso restrito. A acusação aponta vínculos estáveis com o Comando Vermelho e atuação nos complexos da Maré, do Alemão e também em Parada de Lucas. O grupo teria intermediado negociações de drogas, armas e equipamentos antidrones, além de movimentar grandes quantias em espécie para financiar atividades da facção.
A denúncia apresentada pelo procurador-geral de Justiça do estado, Antonio José Campos Moreira, resultou na expedição de quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). As diligências ocorreram na Barra da Tijuca, Freguesia e Copacabana.

