
Moradores da Rua João Cordeiro Lopes, no bairro Parque São Jorge, zona Sul de Teresina, denunciam que o calçamento da via está sendo executado apenas parcialmente, deixando trechos ainda sem qualquer infraestrutura e mantendo antigas dificuldades de acesso.
Segundo relatos da comunidade, a rua enfrenta problemas de trafegabilidade há mais de 40 anos. Mesmo com o início da obra, a execução por etapas tem gerado frustração entre os moradores, que aguardam a conclusão completa do serviço.
O pedreiro Flávio Reis afirma que a pavimentação é uma demanda antiga da população e representa uma melhoria importante, mas ainda insuficiente. Ele explica que a obra atual contempla apenas parte da rua e depende de novas emendas parlamentares para ser finalizada.
“Essa promessa já vem de anos. A gente sofria muito, principalmente com a falta de acesso para ambulância. Hoje já melhorou um pouco, mas ainda não está completo. Disseram que precisa de outra etapa para terminar”, relatou.
A situação impacta diretamente o atendimento de serviços essenciais. De acordo com moradores, veículos como ambulâncias e viaturas enfrentam dificuldades para acessar a área, principalmente nos trechos que permanecem sem calçamento.
Flávio relembra um episódio em que precisou ajudar no atendimento de um morador com deficiência. “O Samu não conseguiu entrar. Eu tive que carregar ele nos braços até onde a ambulância estava”, contou.
A aposentada Luzia Ferreira destaca que, apesar da obra parcial, a comunidade reconhece o avanço, mas cobra que o serviço seja concluído em toda a extensão da via.
“A gente fica feliz pelo que já chegou, mas o certo era fazer tudo. Essa rua passou mais de 40 anos sem calçamento. Agora começou, então a gente espera que termine”, disse.

A liderança comunitária Francinalda Dias reforça que a população vive há anos com dificuldades e espera uma solução definitiva. Segundo ela, a ausência de infraestrutura compromete o acesso até mesmo de serviços básicos.
“Aqui nem ambulância sobe, nem polícia. A gente se sente abandonado. Mas temos fé que vão concluir”, afirmou.
Já o aposentado José Galdino critica a execução parcial da obra e questiona a falta de continuidade. Para ele, o ideal seria a pavimentação completa da rua.
“Estão fazendo só um pedaço. Era pra fazer tudo. Do jeito que está, continua difícil até para encontrar as casas”, declarou.
A expectativa dos moradores é que novos recursos sejam destinados para garantir a conclusão do calçamento, assegurando melhores condições de mobilidade, acesso a serviços públicos e qualidade de vida para quem vive na região.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre prazo para finalização da obra.

