Governo deve liberar R$ 4,5 bilhões do FGTS para endividados

Será possível usar até 20% do saldo disponível para pagar débitos; medida atenderá quem recebe até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil por mês//Marcello Casal JrAgência Brasil
No caso da renegociação direta com os bancos, o governo diz que haverá um desconto de, no mínimo, 40% do valor devido

O Governo Federal deverá liberar cerca de R$ 4,5 bilhões do Fundo de Garantia  por Tempo de Serviço(FGTS) para  que possam quitar dívidas. A informação foi passada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, nesta quarta-feira (29).

O ministro explicou que será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS para pagar débitos e que haverá um limite máximo de R$ 8 bilhões a ser resgatado do FGTS para essa finalidade.

O governo já havia lançado um programa semelhante, o Desenrola, para reduzir o endividamento da população

Para garantir que os recursos sejam usados para quitar dívidas, a Caixa vai transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos, depois que a renegociação for concluída e o trabalhador autorizar o repasse.

A liberação deverá ser feita enquanto durar o programa, o que, de acordo com Marinho, pode ser por um período de três meses.

Critérios

No caso da renegociação direta com os bancos, o governo diz que haverá um desconto de, no mínimo, 40% do valor devido. E que isso poderá chegar a 90%.

Quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online.

Para que as condições dessa renegociação sejam favoráveis, o governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos renegociadores.

“Nesse momento estamos debruçados, consolidando medidas, Lula fará referência no seu pronunciamento de amanhã e anunciará a medida na semana seguinte, talvez na segunda-feira ou na sequência”, disse Marinho.

Mas o detalhamento do plano só deverá ocorrer na segunda-feira (4) de maio.

Com informações de: PORTAL-IG

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