
Movimentos de apoio a mulheres denunciaram um caso de violência envolvendo uma estudante da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Segundo as organizações, a jovem teria sido vítima de agressões físicas, psicológicas e sexuais e decidiu interromper o curso após não se sentir segura para permanecer no ambiente acadêmico, mesmo com medida protetiva em vigor.
De acordo com as entidades, a estudante procurou as autoridades, registrou boletim de ocorrência e passou por exame pericial que confirmou a relação sexual. A partir disso, a Justiça concedeu medida protetiva contra o suspeito, que também é aluno da instituição.
Apesar da decisão judicial, os movimentos afirmam que não há, atualmente, mecanismos eficazes dentro da universidade que garantam o cumprimento da medida no espaço do campus. Diante da situação, a estudante teria se afastado por medo, enquanto o investigado continua frequentando normalmente as atividades acadêmicas.
Protesto marca repercussão do caso dentro do campus
O caso ganhou visibilidade na manhã desta quarta-feira (29), quando integrantes do Movimento Olga Benário realizaram um ato na praça de alimentação do Centro de Ciências da Educação. Durante a mobilização, o estudante foi abordado por manifestantes, que pediram sua saída do local como forma de protesto.
Caso é investigado como estupro de vulnerável
As entidades informaram que o episódio é apurado como estupro de vulnerável. Segundo os movimentos, há registros de conversas em que a vítima relata estar sob efeito de álcool no momento da relação.
Os grupos também afirmam que reuniram documentos relacionados ao caso, incluindo boletim de ocorrência, laudo pericial e decisão judicial que concedeu a medida protetiva.
Movimentos cobram medidas institucionais
Na avaliação das organizações, o caso evidencia a ausência de políticas institucionais eficazes para garantir a segurança de estudantes mulheres em situações de risco. As entidades defendem a adoção de mecanismos que assegurem o cumprimento de decisões judiciais dentro do ambiente universitário.
Até o fechamento desta matéria, a Universidade Federal do Piauí não havia se manifestado.

