
O aumento dos casos de dengue em Simplício Mendes, no Sul do Piauí, já provoca preocupação nas autoridades de saúde. Três moradores do município precisaram ser transferidos para Teresina após apresentarem agravamento do quadro clínico.
Os pacientes são uma criança de 5 anos e dois adultos, de 25 e 34 anos. Dois estão internados em Unidades de Terapia Intensiva e o terceiro segue em observação em área de monitoramento contínuo. Parte do atendimento ocorre na rede privada e um dos casos está no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella.
A evolução rápida dos quadros acendeu o alerta da Secretaria Municipal de Saúde. Entre os sinais observados está a queda acentuada das plaquetas, condição associada às formas mais graves da doença.
O município, que tem pouco mais de 13 mil habitantes, já soma mais de 400 notificações de dengue. Cerca de 40 casos foram confirmados até agora, mas esse número ainda pode crescer, já que exames seguem em análise.
A gestão municipal aponta que a falta de abastecimento de água entre fevereiro e março pode ter contribuído para o avanço da doença. Durante esse período, moradores passaram a armazenar água em recipientes improvisados, o que favorece a reprodução do mosquito transmissor.
Mesmo com uma redução recente no registro de novos casos, a presença de pacientes em estado grave mantém o nível de alerta elevado.
Para tentar conter o avanço da dengue, a prefeitura intensificou as ações de combate ao mosquito, com limpeza de áreas públicas, visitas domiciliares, recolhimento de lixo e aplicação de inseticidas. O uso do carro fumacê também foi ampliado.
As unidades de saúde do município receberam reforço nas equipes para dar conta da demanda crescente. Além da dengue, também houve aumento nos atendimentos por gripe, síndrome gripal, pneumonia em crianças e conjuntivite.
Em nível estadual, as ações de enfrentamento incluem envio de insumos, distribuição de testes rápidos e apoio aos municípios com maior número de casos. A vacinação contra a dengue segue disponível para o público de 10 a 14 anos.
As autoridades reforçam que a colaboração da população é essencial, principalmente na eliminação de água parada, principal foco de proliferação do mosquito.

