Moradores denunciam falta de água diária no Torquato Neto e relatam dificuldades para realizar tarefas básicas

 

Moradores do conjunto Torquato Neto, na zona Sul de Teresina, denunciam problemas frequentes no abastecimento de água e afirmam conviver com a interrupção diária do fornecimento. Segundo os relatos, a água chega durante a madrugada e permanece disponível apenas nas primeiras horas da manhã, deixando parte dos imóveis sem abastecimento ao longo do restante do dia.

A situação tem afetado a rotina das famílias, principalmente das que vivem nos apartamentos localizados nos pavimentos superiores. Para garantir água suficiente para as atividades básicas, muitos moradores dizem que precisam acordar durante a madrugada para encher baldes, tambores e caixas d’água.

O aposentado Otílio Dias relata que essa se tornou uma rotina indispensável para evitar que a família fique sem água.

“Todo dia eu tenho que levantar para encher os recipientes. Se eu não fizer isso, falta água para tomar banho e até para beber”, afirmou.

Segundo os moradores, a baixa pressão da rede faz com que a água não chegue com força suficiente aos apartamentos dos andares mais altos, enquanto as unidades localizadas nos pavimentos inferiores conseguem receber abastecimento por um período maior.

A liderança comunitária Adrien Ribeiro afirma que o problema afeta diretamente a qualidade de vida dos moradores e diz que a comunidade já buscou soluções junto à concessionária responsável pelo serviço.

De acordo com ele, diversos pedidos e ofícios já foram encaminhados, mas a população continua aguardando providências. Adrien destaca que a situação atinge principalmente crianças, idosos e pessoas com deficiência, que enfrentam dificuldades para transportar baldes de água e realizar atividades básicas do dia a dia.

Além da falta de abastecimento, moradores também questionam a qualidade da água distribuída. A dona de casa Marilac afirma que compra água mineral para consumo por não confiar na água que chega às torneiras.

“Quase todo mundo que pode compra água para beber. A água chega muito suja e a gente não tem confiança para consumir”, relatou.

Outra moradora, Sara Cardoso, conta que, quando falta água em seu apartamento, precisa recorrer à casa de familiares ou utilizar torneiras instaladas nas áreas comuns para armazenar água em baldes.

Ela afirma que o problema se torna ainda mais delicado para famílias com crianças pequenas e pessoas com deficiência.

“Tenho um bebê de quatro meses e um filho de dois anos com paralisia cerebral. Sem água fica difícil cozinhar, lavar roupa, limpar a casa e cuidar da família”, disse.

Os moradores também reclamam que, apesar das falhas no abastecimento, as contas continuam sendo cobradas normalmente e afirmam que o fornecimento é suspenso em caso de atraso no pagamento.

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