
Ricardo Stuckert/Flickr @lulaoficial – 22.08.2026
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (27) que se mantém sereno diante das investigações que atingem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de seus potenciais impactos na campanha eleitoral. Lula classificou os indícios apresentados pela Polícia Federal como meras “ilações” e expressou convicção na inocência do empresário.
“Não há acusação formal, são interpretações de conversas telefônicas. Tenho experiência com isso, pois já passei por situações semelhantes”, disse o presidente, fazendo alusão à Operação Lava Jato. Ele ressaltou que, caso seu filho tenha cometido alguma irregularidade, deverá responder por seus atos como qualquer cidadão, sem privilégios em razão de sua ligação familiar com o chefe do Executivo. “Se ele cometeu um erro, assumirá as consequências. Ele não será poupado por ser meu filho. Ele sabe o que precisa fazer, que é provar sua inocência, e tenho confiança de que ele será declarado inocente.”
Lula assegurou que não pretende interferir nas apurações da Polícia Federal para proteger Lulinha, contrastando sua postura com medidas tomadas pelo governo anterior. “A Polícia Federal está investigando e vazando informações à imprensa. Aguardo o desfecho”, afirmou. Em sabatina promovida pela TV Globo, o presidente indicou que, se for necessário, Lulinha deverá comparecer às autoridades e cooperar com os inquéritos. “Se for culpado, pagará o preço. Caso contrário, será absolvido”, concluiu.
As investigações da Polícia Federal centram-se em apurar uma suposta atuação de Lulinha em benefício do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, suposto articulador de um esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários. A ligação de Lulinha ao caso se daria através da lobista Roberta Luchsinger, com vínculos ao “Careca do INSS”, sendo investigado se o filho do presidente teria utilizado sua influência para intermediar negócios governamentais. Lula reiterou que não é sua função conduzir investigações ou julgar o filho, mas sim exercer a presidência e ser pai. Ele comparou a situação atual às acusações que enfrentou na Lava Jato, que, segundo ele, visavam impedir sua candidatura em 2018, período em que também buscou demonstrar sua inocência.
Com informações de: R-7
