
O Clube de Regatas do Flamengo protocolou uma solicitação no Supremo Tribunal Federal (STF) para integrar um processo que contesta a recente proibição das apostas esportivas no Brasil. O clube busca atuar como “amicus curiae”, ou amigo da corte, na ação iniciada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que pleiteia a suspensão da medida provisória.
A iniciativa do clube carioca se dá em função de seu principal contrato de patrocínio com a Betano, que também figura em diversas competições nacionais. Este acordo, com duração prevista de 40 meses, garante ao Flamengo um aporte de aproximadamente R$ 268,5 milhões por temporada, podendo atingir a cifra de R$ 895 milhões.
Ao intervir no processo, o Flamengo visa apresentar dados e argumentos sobre as consequências da proibição para o esporte, especialmente para o futebol.
O clube argumenta que a vedação aos patrocínios de empresas de apostas pode levar à perda do contrato com a Betano, gerando um impacto financeiro estimado em até R$ 430 milhões no orçamento de 2027.
Além disso, a medida provisória, publicada em 25 de setembro e que também determinou o cancelamento de licenças de operações legalizadas, impõe um prazo para a remoção de marcas de apostas, o que, segundo o Flamengo, acarretaria prejuízos significativos devido à necessidade de alteração de uniformes, materiais de divulgação, placas de estádios e outros itens.
O Flamengo não é a única entidade a buscar o STF. O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) também manifestou interesse em participar das discussões, assim como outras empresas do setor de apostas que recorreram à Corte na tentativa de reverter a medida.
