Caneta salvadora da Apollo 11 arrecada mais de R$ 4 milhões em leilão

Objeto usado por Buzz Aldrin para ligar o motor do módulo lunar foi o item mais valioso do leilão de exploração espacial da Sotheby’s//Reprodução/Sotheby’s
Caneta usada por Buzz Aldrin na Apollo 11

Um instrumento modesto, mas crucial para o sucesso da missão Apollo 11, alcançou um valor expressivo em um leilão da Sotheby’s em Nova York. A caneta Duro Rocket, utilizada pelo astronauta Buzz Aldrin para contornar uma falha que ameaçava impedir o retorno da tripulação à Terra, foi arrematada por US$ 857,6 mil, o equivalente a mais de R$ 4,3 milhões.

O item foi vendido conjuntamente com o interruptor defeituoso do módulo lunar Eagle, ambos pertencentes à coleção pessoal de Aldrin há mais de meio século e liderando a lista de peças mais valiosas da noite.

A história que envolve estes artefatos remonta a 20 de julho de 1969. Após passarem horas coletando amostras na superfície lunar, Neil Armstrong e Buzz Aldrin retornavam ao módulo Eagle.

Em um instante de desatenção, Aldrin acidentalmente danificou com sua mochila um interruptor essencial no painel de controle, responsável por ativar o motor de decolagem. A quebra colocava em risco a capacidade dos astronautas de deixarem a Lua e se reunirem com Michael Collins, que aguardava em órbita a bordo do módulo de comando Columbia.

Aldrin detalhou o momento em uma carta que acompanhava os itens no leilão: “Enquanto eu poderia ter colocado meu dedo e religado o interruptor, havia eletricidade passando pelo disjuntor e eu não queria me eletrocutar.

Eu tinha uma caneta marcadora de plástico em um dos bolsos do meu traje e ela cabia na abertura do disjuntor, então empurrei a caneta no disjuntor, ele ligou, e rearmamos o circuito do motor.” A missão Apollo 11, lançada em 16 de julho de 1969, cumpriu o objetivo de levar o homem à Lua e trazê-lo de volta em segurança, um feito anunciado pelo presidente John F. Kennedy em 1961.

O pouso no Mar da Tranquilidade, a caminhada histórica de Armstrong e Aldrin, e a coleta de amostras marcaram o ápice desta jornada espacial que cativou cerca de 650 milhões de espectadores ao redor do globo.

Reprodução/Nasa
Buzz Aldrin na superfície da Lua, durante a missão Apollo 11

Com informações de: PORTAL-IG

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