PSTU defende reforma agrária, desprivatização e fim da escala 6×1 no Piauí

O professor Geraldo Carvalho, pré-candidato do PSTU ao Governo do Piauí, apresentou as principais diretrizes do programa que o partido pretende defender nas eleições de 2026. Entre as propostas estão a reforma agrária, a reversão de privatizações e terceirizações nos serviços públicos, a valorização dos servidores estaduais, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), investimentos em educação e saúde mental e o fim da escala de trabalho 6×1. A plataforma será oficialmente definida durante a convenção estadual da legenda, marcada para o dia 29, em formato on-line.

Segundo Geraldo Carvalho, o PSTU apresentará uma chapa classista, socialista e revolucionária, com foco na defesa da classe trabalhadora e da população de baixa renda. O pré-candidato afirmou que o Estado deve priorizar políticas públicas voltadas aos trabalhadores e não aos grandes grupos econômicos.

Na área agrária, o partido propõe conter o avanço do agronegócio, da mineração e de empreendimentos de energias renováveis sobre áreas consideradas estratégicas para a produção de alimentos. A proposta inclui a distribuição de terras para agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas, além da ampliação de políticas públicas voltadas à agricultura familiar.

Para os serviços públicos, o PSTU defende a desprivatização da gestão da saúde, da educação e do transporte público. De acordo com Geraldo Carvalho, hospitais, maternidades e demais equipamentos públicos devem voltar a ser administrados diretamente pelo Estado. O pré-candidato também criticou a terceirização dos serviços públicos e afirmou que os servidores precisam de valorização salarial e melhores condições de trabalho.

Na educação, o programa prevê reajustes salariais, criação de um plano de carreira com progressão baseada na qualificação profissional e equiparação dos vencimentos entre professores das redes estadual, municipal e federal. O PSTU também defende um piso salarial de R$ 7 mil para os docentes, utilizando como referência os estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), além da ampliação da oferta de ensino público.

Na saúde, a legenda propõe fortalecer o SUS, ampliar o atendimento básico e especializado e reverter a gestão privada de unidades públicas, incluindo hospitais regionais e a Maternidade Dona Evangelina Rosa. Geraldo Carvalho também defendeu reajustes para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais da área, além da expansão da assistência em saúde mental, com equipes multiprofissionais e maior suporte psicológico para a população e para a comunidade escolar.

Outro eixo da plataforma é a política trabalhista. O pré-candidato reafirmou a posição do PSTU contrária à escala de trabalho 6×1 e defendeu a redução da jornada sem diminuição dos salários. Segundo ele, a medida contribuiria para a geração de empregos e para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. Geraldo também criticou o adiamento da votação da proposta no Senado, classificando a decisão como prejudicial aos interesses da classe trabalhadora.

A convenção estadual do PSTU, prevista para o dia 29, deverá oficializar a chapa que disputará as eleições de 2026 no Piauí, incluindo os candidatos ao Governo do Estado e aos demais cargos em disputa.

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