As cinco maiores potências aéreas da América Latina em 2026

O ranking também chama atenção por uma ausência: a Argentina não aparece entre as cinco maiores forças aéreas da região, apesar de figurar entre os principais países em termos de estrutura militar geral no continente.

A distribuição de poder militar na América do Sul passa, em grande medida, pelo tamanho e pela capacidade das forças aéreas. Levantamento do Global Firepower mostra que o Brasil mantém ampla vantagem na região, com a maior frota e maior diversidade de aeronaves.

Os dados consideram o total de aeronaves militares — incluindo caças, aviões de transporte, treinamento, helicópteros e plataformas especiais —, um dos principais indicadores de capacidade operacional.

O ranking também chama atenção por uma ausência: a Argentina não aparece entre as cinco maiores forças aéreas da região, apesar de figurar entre os principais países em termos de estrutura militar geral no continente.

Brasil lidera com folga na região

A liderança brasileira se sustenta em números e em estrutura. O país conta com 628 aeronaves, incluindo 46 caças, 72 aviões de ataque, 111 de transporte e 195 helicópteros, além de aeronaves de treinamento e missão especial.

A força aérea também passa por modernização. O desenvolvimento e produção local do caça Gripen colocam o Brasil em posição estratégica na indústria militar regional, ampliando sua autonomia tecnológica.

Na sequência, aparecem outros quatro países com capacidades relevantes no continente:

1. Brasil — 628 aeronaves

2. Colômbia — 434 aeronaves

3. Chile — 289 aeronaves

4. Peru — 258 aeronaves

5. Venezuela — 242 aeronaves

A Colômbia ocupa a segunda posição, com destaque para sua frota de helicópteros — 258 unidades, o maior número entre os países listados — e capacidade de mobilidade aérea.

O Chile aparece em terceiro lugar, com uma força aérea equilibrada e foco em caças e logística. O Peru surge logo atrás, com estrutura voltada para transporte e operações em regiões de difícil acesso, como a Amazônia e áreas andinas.

A Venezuela fecha a lista, com uma frota diversificada e presença relevante de caças, embora com menor volume total de aeronaves.

O ranking reforça um padrão regional. O Brasil concentra não apenas o maior número de aeronaves, mas também a maior variedade de capacidades, o que amplia sua vantagem operacional no continente.

Já a ausência da Argentina no grupo evidencia uma perda relativa de capacidade aérea ao longo dos anos, especialmente quando comparada a países vizinhos que mantiveram ou ampliaram seus investimentos no setor.

Fonte: Revista Fórum

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