
A distribuição de poder militar na América do Sul passa, em grande medida, pelo tamanho e pela capacidade das forças aéreas. Levantamento do Global Firepower mostra que o Brasil mantém ampla vantagem na região, com a maior frota e maior diversidade de aeronaves.
Os dados consideram o total de aeronaves militares — incluindo caças, aviões de transporte, treinamento, helicópteros e plataformas especiais —, um dos principais indicadores de capacidade operacional.
Brasil lidera com folga na região
A liderança brasileira se sustenta em números e em estrutura. O país conta com 628 aeronaves, incluindo 46 caças, 72 aviões de ataque, 111 de transporte e 195 helicópteros, além de aeronaves de treinamento e missão especial.
A força aérea também passa por modernização. O desenvolvimento e produção local do caça Gripen colocam o Brasil em posição estratégica na indústria militar regional, ampliando sua autonomia tecnológica.
Na sequência, aparecem outros quatro países com capacidades relevantes no continente:
1. Brasil — 628 aeronaves
2. Colômbia — 434 aeronaves
3. Chile — 289 aeronaves
4. Peru — 258 aeronaves
5. Venezuela — 242 aeronaves
A Colômbia ocupa a segunda posição, com destaque para sua frota de helicópteros — 258 unidades, o maior número entre os países listados — e capacidade de mobilidade aérea.
O Chile aparece em terceiro lugar, com uma força aérea equilibrada e foco em caças e logística. O Peru surge logo atrás, com estrutura voltada para transporte e operações em regiões de difícil acesso, como a Amazônia e áreas andinas.
A Venezuela fecha a lista, com uma frota diversificada e presença relevante de caças, embora com menor volume total de aeronaves.
O ranking reforça um padrão regional. O Brasil concentra não apenas o maior número de aeronaves, mas também a maior variedade de capacidades, o que amplia sua vantagem operacional no continente.
Já a ausência da Argentina no grupo evidencia uma perda relativa de capacidade aérea ao longo dos anos, especialmente quando comparada a países vizinhos que mantiveram ou ampliaram seus investimentos no setor.
Fonte: Revista Fórum

