Cadeia da cachaça no Brasil: crescimento de 21% em estabelecimentos em 2025

Cresce o número de estabelecimentos na cadeia produtiva da cachaça

O cenário da produção de cachaça no Brasil registrou um expressivo aumento em 2025, com 1.583 estabelecimentos formalizados na cadeia produtiva.

Esse número representa um acréscimo de 272 empreendimentos em relação ao ano anterior, configurando uma expansão de 21%, o maior índice de crescimento desde 2018.

A contagem abrange desde produtores e empresas responsáveis pela padronização de sabor e aroma, até aquelas focadas no envase e na comercialização atacadista.

Desde 2018, o setor acumulou um avanço de 61% em sua estrutura formalizada, conforme dados do Anuário da Cachaça, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A Região Sudeste lidera o ranking de estabelecimentos, com 961 unidades, sendo Minas Gerais o estado com a maior concentração, somando 564 empreendimentos. São Paulo aparece em seguida, com 230.

Juntos, esses dois estados concentram mais de 62% das operações que envolvem fabricação, padronização, envase e atacado da bebida.

A Região Sul conta com 277 estabelecimentos, impulsionada pelo Rio Grande do Sul (230). O Nordeste possui 211, o Centro-Oeste, 70, e o Norte, 19.

A presença da cadeia produtiva da aguardente brasileira se estende por 844 municípios do país. Entre eles, Salinas (MG) se destaca com 27 estabelecimentos, seguida de perto por Alto Rio Doce (MG) com 25 e Viçosa do Ceará (CE) com 24.

Em 2025, a produção de cachaça sustentou em média 6.232 empregos, representando 4,4% do total de postos de trabalho na indústria de bebidas.

O Anuário da Cachaça também aponta para o alcance internacional da bebida, com exportações para 76 países.

Em 2025, foram enviados quase 8 milhões de litros para o exterior, um aumento de 19,4% em relação a 2024, gerando um faturamento superior a 17 milhões de dólares.

Os Estados Unidos foram o principal mercado em valor, enquanto o Paraguai liderou em volume, com 1,34 milhão de litros.

Vicente Bastos, presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), ressaltou que, apesar do crescimento, as exportações ainda representam uma parcela pequena do potencial do setor no mercado global de destilados.

No entanto, o documento também revela uma queda de 15,77% no volume de produção declarado em 2025, totalizando 234,48 milhões de litros, mesmo com o aumento no número de estabelecimentos e marcas.

A formalização na cadeia produtiva garante a qualidade e a segurança do consumidor. Atualmente, 8.379 produtos de cachaça estão registrados no Mapa.

A produção e comercialização sem autorização ministerial são ilegais e representam riscos à saúde pública. O Mapa reforça a importância de o consumidor verificar o número de registro no rótulo.

Produtos sem registro podem ser resultado de fabricação clandestina e falsificados, como evidenciado por casos de adulteração com metanol em 2025, que podem levar à morte, cegueira e falência renal, exigindo atendimento médico imediato.

O Ministério da Saúde enfatiza que não há consumo seguro de bebidas alcoólicas e oferece tratamento gratuito para dependência via SUS, nos CAPS AD e UBS.

Dia Nacional da Cachaça é comemorado no dia 13 de agosto. – Marcello Casal JrAgência Brasil

Com informações de: AGBR

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