
A entrada em vigor da medida provisória que proibiu as plataformas de apostas esportivas resultou em uma queda drástica na movimentação financeira dessas empresas.
Segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (02/10) pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), o saldo em contas caiu de aproximadamente R$ 2,1 bilhões para R$ 1,453 bilhão desde 26 de setembro, configurando uma redução de R$ 652,6 milhões.
O fluxo diário de mais de R$ 600 milhões, estimado antes da nova legislação, foi praticamente zerado, conforme declarou Durigan.
Apesar da expressiva diminuição, ainda permanecem depositados R$ 1,453 bilhão em contas vinculadas a 28,65 milhões de CPFs. O governo reitera a orientação para que os apostadores realizem o saque de seus recursos até a próxima segunda-feira (05/10), data limite para o funcionamento dos sites e aplicativos afetados pela medida.
A fiscalização intensificada também identificou 48 contas com saldos superiores a R$ 500 mil, cujos casos serão submetidos a uma análise individualizada pelo Ministério da Fazenda, podendo ser encaminhados para investigação em caso de indícios de irregularidades.
Adicionalmente, entre 25 de setembro e 1º de outubro, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) encaminhou 10.435 sites ilegais de apostas para bloqueio, somando-se aos cerca de 78 mil já derrubados anteriormente. A atuação governamental agora abrange empresas operadoras e instituições financeiras, com o potencial de bloqueio de contas e destinação de recursos ilegais para a segurança pública.
O governo também fortaleceu sua estrutura de fiscalização com a criação do Departamento de Fiscalização e Prevenção de Danos ao Consumidor e a inclusão de áreas de combate a apostas ilegais e manipulação de resultados na Polícia Federal.
Para reaver os valores, os usuários têm até as 23h59 de segunda-feira para solicitar o saque. Entre 7 e 8 de outubro, os saldos remanescentes serão informados aos bancos e a devolução deverá ocorrer entre 9 e 14 de outubro. Caso não haja o saque, os valores serão transferidos à Caixa Econômica Federal para restituição aos titulares.
Com informações de: AGBR
