Anvisa libera primeiro concorrente nacional do Ozempic após fim da patente

Foto: Freepik

O mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida ganhou um novo capítulo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro do Ozivy, medicamento produzido pela farmacêutica EMS, tornando-o o primeiro concorrente nacional da substância aprovado após o encerramento da patente da Novo Nordisk no Brasil.

A semaglutida ficou conhecida principalmente por integrar fórmulas como o Ozempic, usado no tratamento do diabetes tipo 2, e o Wegovy, indicado para obesidade. Nos últimos anos, a alta demanda por esses medicamentos ampliou a atenção da indústria farmacêutica para o setor, especialmente após o fim da exclusividade da patente, ocorrido em março.

Como será o medicamento

Segundo a autorização da Anvisa, o Ozivy poderá ser comercializado em formato de solução injetável para aplicação subcutânea, com diferentes opções de cartuchos e canetas aplicadoras. O registro tem validade até junho de 2036.

As apresentações aprovadas incluem versões de 1,34 mg/ml, distribuídas em cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, além de opções com mais de uma unidade por embalagem.

Apesar da aprovação regulatória, a EMS ainda não divulgou quando o medicamento chegará às farmácias nem qual será o valor comercializado.

O que muda no mercado

A entrada de um novo fabricante pode impactar diretamente a concorrência no setor, até então dominado pela Novo Nordisk. A expectativa é que a ampliação da oferta contribua para reduzir preços ao longo do tempo e aumentar o acesso aos tratamentos.

No entanto, especialistas destacam que medicamentos à base de semaglutida não seguem o modelo tradicional de genéricos. Por envolver uma molécula mais complexa, os produtos concorrentes precisam cumprir etapas regulatórias específicas para demonstrar segurança, qualidade e eficácia.

A aprovação do Ozivy também ocorre após meses de análise da Anvisa. Desde o fim da patente da substância, outras tentativas de registro chegaram a ser avaliadas, mas alguns pedidos não avançaram por pendências técnicas e documentais.

Com a decisão, a EMS se posiciona entre as primeiras empresas a disputar um mercado que movimenta bilhões de reais e tem registrado forte crescimento no país.

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