
Em agosto de 2026, os teresinenses viram o custo da cesta básica registrar uma leve queda de 1,77%, atingindo R$ 689,81.
Contudo, mesmo com essa diminuição, a aquisição dos itens essenciais ainda consome uma parcela considerável do rendimento do trabalhador local, que precisa dedicar 93 horas e 37 minutos de sua jornada de trabalho para garantir esses produtos.
Esse tempo equivale a quase metade do salário mínimo líquido, conforme análise do Dieese em parceria com a Conab.
A redução em Teresina acompanha uma tendência nacional, pois 25 das 27 capitais pesquisadas apresentaram um recuo nos preços da cesta básica no mesmo mês. Em julho, o tempo necessário para a compra era de 95 horas e 19 minutos, e no mesmo período do ano anterior, agosto de 2025, eram precisas 96 horas e 9 minutos.
A principal responsável pela queda em agosto foi a desvalorização expressiva de 18,28% no preço do tomate. Outros itens como feijão carioca (-3,55%), manteiga e farinha de mandioca (ambos com -1,72%), e café em pó (-1,31%) também apresentaram redução.
Apesar da melhora pontual, o cenário acumulado em 2026 e nos últimos 12 meses ainda aponta para um encarecimento significativo dos alimentos.
A cesta básica já acumula alta de 6,93% no ano e 3,98% em um período de 12 meses. O feijão carioca se destaca como um dos maiores vilões, com elevação de 54,29% no ano e 50,39% em 12 meses.
O leite integral também pressiona o orçamento familiar, com alta acumulada de 27,13% em 2026 e 18,09% em 12 meses.
A carne bovina de primeira também subiu 13,51% na comparação anual. A pesquisa, divulgada neste sábado (12), monitora 12 produtos em 27 capitais brasileiras e é realizada em parceria entre Dieese e Conab desde 2024.
Com informações de: Somos Notícia
