O governo federal anunciou um aumento de 15% nos valores do Bolsa Família, que começará a ser pago a partir de 19 de outubro.
A correção, oficializada por decreto presidencial, acompanha a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Este reajuste entrará em vigor poucos dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro de 2026.

Os pagamentos com o novo valor seguirão o cronograma habitual do programa, que organiza os depósitos de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do beneficiário, ocorrendo nos últimos dez dias úteis de cada mês.
Em setembro, os pagamentos ainda utilizam os valores vigentes, com o calendário iniciado em 17 de setembro e finalizado em 30 de setembro. A partir de 19 de outubro, com o novo valor, o calendário de pagamentos se estenderá até o dia 30 do mesmo mês.
Com o reajuste, o Benefício de Renda de Cidadania (BRC), pago por pessoa, passará de R$ 142 para R$ 164. O valor mínimo garantido por família sobe de R$ 600 para R$ 691, com o Benefício Complementar (BCO) cobrindo a diferença caso a soma dos benefícios individuais não atinja este patamar.
O valor médio recebido pelas famílias, que antes era de R$ 675, deve alcançar R$ 777, considerando os adicionais. O Benefício Primeira Infância (BPI) para crianças de zero a sete anos incompletos aumenta de R$ 150 para R$ 173, e o Benefício Variável Familiar (BVF) para gestantes, lactantes e jovens entre 7 e 18 anos incompletos sobe de R$ 50 para R$ 58.
