
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão também afastou o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.
Segundo Mendonça, a medida tem o objetivo de evitar possíveis interferências e garantir que ministros do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da Polícia Federal exerçam suas funções sem constrangimentos ilegais.
A decisão está relacionada à produção de relatórios de inteligência da PF que teriam monitorado a atuação de Mendonça e sua relação com Jorge Messias. O ministro classificou os documentos como ilegais e determinou que a Corregedoria da Polícia Federal investigue a produção e o uso dos relatórios.
O caso também envolve o ministro Alexandre de Moraes, que utilizou informações de um desses documentos em um pedido de investigação contra Mendonça. A situação ampliou o conflito entre os ministros do Supremo e provocou uma crise envolvendo a cúpula da Polícia Federal.
Além dos afastamentos, Mendonça determinou a suspensão temporária da produção e do compartilhamento de determinados relatórios de inteligência relacionados à atuação funcional de autoridades.
A decisão ainda será analisada pela Segunda Turma do STF. Mendonça solicitou a realização de uma sessão virtual extraordinária para que os demais ministros avaliem e referendem as medidas.
Andrei Rodrigues está à frente da Polícia Federal desde janeiro de 2023. Durante sua gestão, a corporação conduziu operações de grande repercussão nacional, incluindo investigações relacionadas a fraudes no INSS e ao caso Banco Master.
