
O advogado Carlos Douglas, responsável pela defesa do vereador Valdemir Virgínio, afirmou que a Justiça concedeu liberdade provisória ao parlamentar e ao seu assessor, presos em flagrante pela Polícia Federal no último sábado (3).
Segundo o advogado, após a audiência de custódia, a prisão em flagrante havia sido convertida em prisão preventiva. A defesa então ingressou com um habeas corpus, que resultou na decisão pela liberdade provisória.
De acordo com Carlos Douglas, os dois deverão responder ao processo em liberdade, cumprindo duas medidas cautelares: não manter contato com os demais envolvidos na investigação e não se ausentar de Teresina sem autorização judicial.
Sobre os cerca de R$ 47 mil encontrados em espécie, a defesa afirma que o dinheiro seria destinado ao pagamento de militantes que trabalharam na campanha eleitoral. Segundo o advogado, os valores estavam em envelopes lacrados, identificados com nomes e bairros, e não foram encontrados junto a materiais de propaganda.
A defesa nega as acusações de compra de votos e associação criminosa e sustenta que não houve prática de crime.
Questionado sobre uma possível perda da condição de “ficha limpa”, o advogado afirmou que isso não ocorre neste momento e explicou que eventual inelegibilidade dependeria de uma condenação definitiva nos termos da legislação eleitoral.
A defesa também declarou acreditar na absolvição do vereador ao final do processo.
