
As mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes apresentaram uma queda de 10,8% no último ano em comparação com 2024, conforme dados divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Apesar da redução, o país ainda registra, em média, seis mortes diárias de jovens. Foram contabilizados 2.079 casos de denúncias, segundo Cauê Martins, coordenador de Infância e Juventude da entidade.
Em contrapartida, o número de mortes em decorrência de intervenções policiais cresceu 23,1%, indicando que uma a cada quatro crianças e adolescentes vítimas de violência fatal são mortas por ações policiais.
A análise do Fórum, realizada em parceria com o Unicef, também aponta que os adolescentes negros são as principais vítimas, representando 88% dos casos fatais e tendo entre 12 e 17 anos.
O estudo também destacou que, mesmo quando não são mortos, os jovens sofrem com a violência: no Rio de Janeiro, regiões afetadas pelo tráfico de drogas e pela criminalidade registraram um aumento de 12,5% no abandono escolar e uma queda nas notas do Ideb.
A representante adjunta de Programas do Unicef, Layla Saad, ressaltou que a violência representa um obstáculo para a garantia de outros direitos fundamentais, como educação e saúde, perpetuando um ciclo de pobreza, exclusão e mais violência.
Em paralelo, os casos de maus-tratos contra crianças e adolescentes mais que dobraram no Brasil, com um aumento de 106,1% entre 2021 e 2025, totalizando 38.986 registros no ano passado, sendo as crianças de até 9 anos as mais afetadas.
Com informações de: Unicef
