
O aumento dos casos de gripe em Teresina tem chamado a atenção das autoridades de saúde e, agora, um novo dado reforça o monitoramento epidemiológico na capital. O Laboratório Central de Saúde Pública do Piauí (Lacen-PI) identificou a circulação do subclado K do vírus Influenza A (H3N2) em amostras analisadas na cidade.
A detecção foi feita a partir de exames de vigilância genômica realizados em parceria com o Instituto Adolfo Lutz, instituição de referência nacional no acompanhamento de vírus respiratórios. As amostras, coletadas em fevereiro deste ano, passaram por sequenciamento viral, método utilizado para rastrear alterações genéticas do vírus e acompanhar sua evolução.
Segundo os dados laboratoriais, os casos identificados pertencem ao grupo genético 3C.2a1b.2a.2a.3a.1, ligado ao chamado subclado K do H3N2. Essa linhagem tem registrado crescimento acelerado em diversos países desde a segunda metade de 2025, tornando-se alvo de atenção das autoridades sanitárias.
Crescimento de casos preocupa autoridades de saúde
A descoberta ganha relevância diante do aumento recente das notificações de influenza em Teresina. Embora ainda não seja possível afirmar que a nova linhagem seja a única responsável pelo cenário atual, especialistas avaliam que sua predominância pode estar associada à maior circulação do vírus na capital.
Para a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), o acompanhamento contínuo das mutações virais é essencial para orientar medidas de prevenção e fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde.
O secretário estadual de Saúde, Dirceu Campêlo, ressaltou que o trabalho integrado entre o Lacen e instituições de referência nacional permite identificar rapidamente mudanças genéticas do vírus, ajudando no planejamento de estratégias de enfrentamento às doenças respiratórias.
O que se sabe sobre a nova linhagem do H3N2
Apesar do avanço global do subclado K, especialistas afirmam que, até o momento, não existem evidências científicas indicando maior gravidade clínica ou aumento da mortalidade em comparação com outras versões do Influenza A (H3N2) que já circularam anteriormente.
Dados internacionais mostram que a linhagem já representa a maior parte dos casos recentes de influenza A registrados no mundo, evidenciando sua rápida disseminação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora o comportamento do vírus e alerta que a principal preocupação está relacionada ao potencial de transmissão e à menor imunidade da população diante das mudanças antigênicas apresentadas pela variante. Diante do cenário, autoridades reforçam a vacinação e os cuidados preventivos, sobretudo entre idosos, crianças e pessoas com comorbidades
