
A Prefeitura de Teresina não pretende retomar, neste momento, o projeto do Hospital da Mulher e da Criança deixado pela gestão anterior. Segundo o secretário municipal de Planejamento, Marco Antônio Ayres, a prioridade é melhorar a capacidade de funcionamento da rede de saúde já existente.
O gestor avalia que a capital não precisa imediatamente de novos espaços hospitalares, mas de recursos para equipar as unidades, manter equipes, garantir medicamentos e ampliar a oferta de serviços.
“Hoje, Teresina não precisa de mais espaço hospitalar. Precisa fazer funcionar, equipar e garantir capacidade de atendimento às unidades que já existem. O desafio é fortalecer essa estrutura e desafogar o HUT”, afirmou o secretário.
Ayres informou que Teresina possui 92 Unidades Básicas de Saúde. Durante a entrevista, ele comparou a estrutura da capital piauiense à de João Pessoa, que, segundo os dados mencionados pelo gestor, possui 52 unidades e apresenta características populacionais semelhantes.
Outro desafio apontado é a sobrecarga do Hospital de Urgência de Teresina. Embora seja mantido pelo município, o HUT recebe pacientes encaminhados de todas as regiões do Piauí.
Para reduzir essa demanda, o secretário defende o fortalecimento dos hospitais regionais e a ampliação da capacidade de atendimento das unidades básicas e hospitalares já existentes.
Uma das alternativas discutidas é a implantação de um serviço de urgência e emergência no Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí. A proposta foi apresentada pelo vereador Dr. Leonardo Eulálio e, conforme o secretário, já está sendo analisada pela reitoria da instituição.
A Prefeitura considera a iniciativa positiva, mas entende que o novo serviço precisa ter equilíbrio financeiro e uma estrutura física própria. A medida evitaria comprometer os atendimentos atualmente oferecidos pelo Hospital Universitário, reconhecido pela estrutura e pela qualificação do corpo clínico.
