Servidor do TRE-PI é investigado por ameaça de morte à ex-companheira uma advogada

Em entrevista Lenise Marinho Mendes Moura afirmou que recebeu informações de que o ex-companheiro teria dito que poderia matá-la. Mesmo morando em outro município, ela diz que vive assustada, teme pela própria vida e pede ajuda das autoridades

A advogada Lenise Marinho Mendes Moura, de 38 anos, que já havia denunciado seu ex-companheiro por agressões físicas e psicológicas, revelou ter sido alvo de ameaça de morte. O homem, identificado pelas iniciais J.L.A.J., 48 anos, é servidor público federal lotado no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI).

Moura relatou ter sido informada por um cliente de que o ex-companheiro teria dito que poderia matá-la. Ela interpretou a declaração como uma ameaça velada, especialmente por acreditar que ele sabia que a informação chegaria a ela. A advogada manifestou seu contínuo temor pela própria vida, apesar de ter se mudado para outro município e alterado seu endereço na tentativa de garantir sua segurança.

O relacionamento, que durou cerca de cinco anos, teria evoluído de agressões psicológicas para físicas após o nascimento do filho do casal, hoje com dois anos e sete meses. Lenise mencionou que algumas agressões ocorreram na presença da criança, o que intensificou seu sofrimento e a levou a buscar as autoridades. Ela também alega que o ex-companheiro tem tentado difamá-la com acusações falsas.

Diante da situação de risco, a advogada apelou às autoridades por acompanhamento do caso e adoção de medidas para assegurar sua integridade. A denúncia aponta o início das violências em abril deste ano, com o episódio mais recente registrado em 27 de outubro. Após registrar boletim de ocorrência na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis, Lenise obteve medidas protetivas de urgência.

As determinações judiciais incluem a proibição de aproximação do investigado a menos de 200 metros da vítima e qualquer forma de contato, inclusive virtual. Visitas ao filho deverão ocorrer sob supervisão de terceiros. Além disso, foi determinada a suspensão da posse e do porte de armas de fogo do servidor, com busca e apreensão de eventuais armamentos. O inquérito policial encontra-se em fase final de conclusão.

Lenise decidiu tornar o caso público com o objetivo de encorajar outras mulheres em situação de violência doméstica a buscarem ajuda. O processo judicial tramita em segredo de justiça, com o investigado sendo tratado como suspeito até a apuração completa dos fatos pelas autoridades competentes.

Com informações de: Canal121

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