Gilmar Mendes critica condução de Nunes Marques no TSE e defende colegiado

A crítica de Gilmar Mendes sobre a postura esperada do presidente do TSE tem o ministro Nunes Marques como foco central
crédito: Nelson Jr./SCO/STF e Leobark Rodrigues/Secom/TSE

Em uma crítica velada ao ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes utilizou a rede social X para ressaltar a importância do colegiado na garantia de eleições legítimas. Mendes enfatizou que a condução do processo eleitoral, especialmente em órgãos de grande responsabilidade como o TSE, exige uma postura imparcial e de “árbitro equidistante”, conforme preconiza a Constituição.

O ministro argumentou que a “colegialidade cumpriu seu papel” desta vez, assegurando que a disputa eleitoral transcorresse dentro das regras democráticas. Ele alertou, contudo, que a solidez do sistema eleitoral não pode depender unicamente da força do colegiado, pois “silêncios e hesitações não são neutros” e podem abrir brechas para decisões contraditórias, permitir que outras instâncias resolvam questões pendentes e até mesmo servir de justificativa para ataques ao sistema eleitoral.

As críticas à gestão de Nunes Marques no TSE surgiram em meio a episódios como a tentativa de suspender o canal “Exército de Lula”, que contava com milhões de seguidores, e a falta de posicionamento diante de relatos sobre a escassez de ônibus em regiões do Nordeste durante o pleito.

Tais situações levaram a intervenções de outros ministros, como Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques, e a uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que estendeu o horário de votação em todo o país. Essa extensão, embora limitada em número de votos registrados após o horário original, foi utilizada pelo senador Flávio Bolsonaro e seus aliados para alimentar teorias de fraude eleitoral.

Com informações de: Estado de Minas

MAIS NOTÍCIAS

+LIDAS DA SEMANA