
crédito: Reprodução
Um abaixo-assinado que clama pela manutenção da proibição das apostas virtuais no Brasil já reuniu mais de 600 mil adesões e pressiona o Supremo Tribunal Federal (STF) a barrar o retorno dessa atividade. A iniciativa, lançada na noite de segunda-feira (2) pelo perfil de Eduardo Moreira, fundador do Instituto Conhecimento Liberta (ICL), segue crescendo e busca influenciar a decisão judicial.
O governo federal, através da Medida Provisória nº 1.394/2026, proibiu cassinos online e apostas esportivas em 25 de setembro. Em resposta, entidades do setor e agremiações esportivas recorreram ao STF para contestar a medida. O manifesto, por sua vez, exige a permanência da proibição, o veto a patrocínios em eventos esportivos e por influenciadores, e a criação de redes de apoio público para dependentes e famílias endividadas pela prática.
O ministro Luiz Fux agendou para esta terça-feira (3) uma audiência pública que antecederá a análise do pedido de suspensão da norma. Inicialmente convocados, representantes do setor, entidades e clubes de futebol tiveram a lista de participantes ampliada a pedido do governo federal, incluindo agora membros dos Ministérios da Fazenda e do Esporte, além da AGU e da PGR.
O Flamengo, que estampou a mensagem “proibir não é proteger” em seu uniforme, será o primeiro a se pronunciar. Eduardo Moreira destacou que o abaixo-assinado visa ser um movimento da sociedade civil, sem protagonismos individuais, com o objetivo de se tornar o maior da história do Brasil e pressionar o Congresso Nacional a agir em relação à indústria de apostas.
Com informações de: Estado de Minas
